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Cúmplices*

por Carina, em 26.03.11

Tenho tanta coisa para te dizer e perco as palavras cada vez que o tento fazer, é tão complicado verbalizar o que sentimos pelas pessoas e é tão mais complicado falar de ti.

É uma mistura de sentimentos, uma confusão que se instala cada vez que estou contigo e não consigo ordená-los. É tão bom, tão simples, tão verdadeiro, mas o que tem de simples também tem de mágico, de maravilhoso, de único.

Gosto da tua simplicidade, da tua forma singular de viver mantendo-te sempre única, admiro a forma como vês as coisas, como reages a todas as adversidades que a vida por vezes te coloca. Admiro-te por aplicares tudo de ti no que fazes.

Podia agora dizer-te coisas tão lindas sobre “nós” sobre o que me fazes sentir e tudo seria a mais pura das verdades mas acho que numa frase única e simples vais perceber o que deixas em mim - quando estou contigo fazes-me ser eu, sem máscaras, sem escudos protectores, sem medo, sou pura e simplesmente eu! Fazes-me sentir livre, livre por me deixares ser quem sou sem fazeres perguntas. 

Obrigada por cuidares de mim, obrigada por nunca me deixares baixar os braços, obrigada pela paciência e amizade, obrigada por todas as noites perdidas a ouvir-me dizer disparates ou por todas aquelas em que abrimos os corações como se nos conhecêssemos desde sempre. Obrigada por um dia teres entrado na minha vida e não teres saído até então, obrigada por me teres dado uma hipótese, por teres acreditado em nós, por não teres desistido de mim. Obrigada!

Tenho tanto orgulho naquilo que construímos nestes meses, é uma honra ter-te na minha vida mas mais que isso é uma honra poder chamar-te de “amiga”. Entre passos largos e recuos conseguimos construir aquilo de que neste momento mais me orgulho.

 

“Trocámos as palavras mais escondidas que só a noite arranca sem doer, seremos cúmplices o resto da vida ou talvez só até amanhecer. Fica tão fácil entregar a alma a quem nos traga um sopro do deserto, olhar onde a distância nunca acalma esperando o que vier de peito aberto.” Mafalda Veiga, Cúmplices


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publicado às 01:56


1 comentário

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De Daniela Barreira a 02.04.2011 às 18:30

quando se é cúmplice, assim, as palavras não chegam. Mas também não são precisas. Sabe-se para lá do que se diz :)

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