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My precious*

por Carina, em 04.11.11

Muitas vezes só damos valor ao que temos quando realmente as perdemos ou estamos em risco das perder, mas não será aí já tarde de mais? Já cometi tantos erros na minha curta vida, mas erros que me fizeram crescer tanto e dar mais e mais valor ao que tenho, a presentear todos os dias as pessoas de quem gosto com um sorriso porque elas merecem…simplesmente porque sim, porque são minhas amigas e amigas há tão poucos. Mas em relação a nós, será que ainda existimos enquanto pessoa única? Acho que devo falar sobre mim e ti, porque aquilo que nos ligava que nos fazia ser uma só perdeu-se… eu encontrei pelo caminho as peças que deixei cair, tentei reconstituir o puzzle, mas não deixaste, não faltava nem uma pecinha…estava tudo pronto para ser reposto mas não quiseste, não deixaste e não consegui colar as peças que faltavam. Eu soube dar valor ao que tinha, ao que quase perdi e tu? Quando vais ver o quão importante és para mim, como me fazes falta quando não estás e como me fazes mal quando não queres estar. Não preciso de muito, uma palavra, um sorriso, um miminho e tu não dás nada… não tens dado, simplesmente porque não queres. E isso faz-me tão mal, sinto-me a remar sozinha contra a maré e não tenho mais forças. O que te tenho dito é mesmo o que sinto, a verdade… Preciso de ti, tenho saudades, sinto a tua falta, mas falares-me mal não, isso não, tolero muita coisa, mas não que me tratem como qualquer uma quando eu te trato como prioridade. Todos os dias me preocupo contigo, todos os dias penso em ti e no dia em que serás capaz de me enviar uma mensagem sem que eu envie em primeiro, desejo todos os dias que sejas capaz de dizer que gostas de mim sem que eu te peça, porque eu preciso de sentir isso, preciso de te sentir aqui. Penso em como é difícil para ti esta fase que parece não ter fim, cheia de mudanças, de pessoas novas, de amizades passageiras, de falta de um porto seguro, porque tu realmente não deixas. Penso na necessidade que teria, se estivesse no teu lugar, de ter sempre alguém por perto, alguém que cuidasse de mim, que não me fizesse sentir sozinha, era imprescindível, sou realmente uma menina pequenina nestas situações, cheia de medo e de inseguranças e sei bem que tu não és muito diferente por mais que tentes usar essa armadura de aço, ela cai-te muitas vezes e essa sensibilidade e o medo que tens são visíveis do outro lado do mundo. Eu sei que “és assim”, que aprendeste a ser assim, a reservar-te a ti, ao que sentes, mas está na altura de dares um bocadinho mais de ti às pessoas que realmente se preocupam contigo. (...) Não te vou deixar mais que me fales mal, sem coração, porque contigo “só sei falar com o coração” e magoas-me demasiado quando me falas mal. Estás a desiludir-me, a entristecer-me porque tu não és assim e eu sei que precisas de falar, que precisas de atenção, de carinho, que precisas de mim (...) Adoro-te, nunca dei por ninguém o que dou por ti, nunca me dei assim a uma amiga, porque eras a minha irmã mais velha, aquela que nunca tive e que neste momento quer cortar qualquer tipo de laço que tenha comigo. Já chega, pára, pensa. Pára um bocadinho, chega de fazeres que lágrimas me corram no rosto, não mereço, já não mereço. Um beijo de quem te adora e tem saudades.

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publicado às 22:58



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