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Ternura

por Carina, em 27.12.10

"Desvio dos teus ombros o lençol, 
Que é feito de ternura amarrotada, 
Da frescura que vem depois do sol, 
Quando depois do sol não vem mais nada... 

Olho a roupa no chão: que tempestade! 
Há restos de ternura pelo meio,

como vultos perdidos na cidade 
onde uma tempestade sobreveio... 

Começas a vestir-te lentamente, 
E é ternura também que vou vestindo, 
para enfrentar lá fora aquela gente 
que da nossa ternura anda sorrindo... 

Mas ninguém sonha a pressa com que nós 
a despimos assim que estamos sós!"

David Mourão Ferreira




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publicado às 15:03



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